Assessoria de Imprensa

Produtores de SC criam cooperativa central para disputar o mercado do arroz

08/05/2012

Objetivo é ampliar a reprentatividade do produto catarinense no Brasil e no mundo

Para competir nos mercados nacional e internacional, cinco cooperativas agropecuárias de Santa Catarina fundaram nesta semana a Cooperativa Central Brasileira de Arroz que será internacionalmente conhecida pela sigla Brazil Rice. A constituição da nova cooperativa de segundo grau vinha sendo articulada a mais de duas décadas pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

A Coopercentral do arroz será presidida por Vanir Zanatta, tendo como vice-presidente Harry Dorow e secretário Dionísio Bressan Lemos. Os conselheiros são Arlindo Manenti e Orlando Giovanella. As primeiras ações de Zanatta estão direcionadas para aperfeiçoar a logística e comercialização em comum no mercado nacional e internacional dos produtos das cinco cooperativas filiadas.

 “A central promoverá a união das cooperativas filiadas e a ampla defesa de seus interesses econômicos e sociais, integrando suas atividades e a utilização recíproca dos serviços”, enfatizou o presidente. 

A Cooperativa Central coordenará as atividades das cooperativas filiadas tanto na comercialização, nos mercados nacionais e internacionais, como na aquisição, beneficiamento de arroz e demais produtos agropecuários. Também adotará e registrará marcas de comércio para promover seus produtos nos mercados consumidores. Para isso, participará de todas as fases da produção, podendo receber, armazenar, beneficiar, industrializar, comercializar, transportar, estivar, fretar e exportar os produtos agrícolas.

 A central  atuará na corretagem de vendas e compras de mercadorias, câmbio, títulos, valores e seguros. Vai credenciar-se como Companhia de Exportação (Trading Company) e como Armazém Geral e operar como entidade exportadora e importadora. Além disso, produzirá, industrializará e comercializará subprodutos para alimentação animal, rações e suplementos.

O presidente da OCESC, Marcos Antônio Zordan, destacou que o mercado do arroz é complicado e restrito. Não se trata propriamente de um commodity e os países de grande consumo (como os asiáticos) são, também, grandes produtores. São poucas as opções de transformação do arroz em outros produtos, o que limita sua industrialização.

QUADRO

O Brasil cultiva 2,9 milhões de hectares e produz 12,6 milhões de toneladas de grãos, sendo que os dois maiores produtores são Rio Grande do Sul, que responde por 60,9% e Santa Catarina, por 8,4% da produção nacional.

O arroz é a principal fonte de renda de 8.000 produtores catarinenses, gerando mais de 50.000 empregos diretos e indiretos. O Estado cultiva 150,5 mil hectares e produz 1 milhão e 39 mil toneladas/ano em 60 municípios do Sul, Vale do Itajaí e Norte catarinense.

Participam da central a Cooperja de Jacinto Machado, a Cooperjuriti de Massaranduba, a Cravil de Rio do Sul, a Copagro de Tubarão e a Coopersulca de Turvo. Essas cooperativas movimentam, por ano, um volume de arroz de 450 mil toneladas, o que representa cerca de 35% da produção catarinense.

Agricultura de Baixo Carbono

05/12/2011

Encontro de produtores rurais e pecuaristas da região de Tubarão discutiu alternativas sustentáveis de produção. Reunidos em dia de campo no Vale do Rio D’una , técnicos da iniciativa privada, da EPAGRI, da COPAGRO e produtores receberam o Superintendente do Banco do Brasil no Estado, Reinaldo Kazufumi Yokoyama e o Gerente Estadual de Agronegócios, Marcelo Santos do Canto que apresentaram o programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono – que visa fomentar atividades agrosilvopastoris com menor impacto ambiental. Para o superintendente do Banco do Brasil as atividades de reflorestamento, a produção de palmeira real da Austrália e a produção bovina em pastagens melhoradas, com conseqüente redução de área, são perfeitamente enquadráveis no programa. O seqüestro de carbono atmosférico é um dos objetivos do estímulo a atividade rural sustentável, como forma de diminuir o efeito estufa. Para o presidente da COPAGRO, Dionísio Bressan Lemos, o encontro foi um sucesso, enaltecendo a forma simples, objetiva e prática como o Superintendente do Banco do Brasil tratou o evento – “O Superintendente do Banco do Brasil deu uma demonstração de objetividade que surpreendeu a todos”. O encontro foi realizado em propriedades rurais do Vale do Rio D’una e contou, também, com a participação dos gerentes do Banco do Brasil, Konderlei Lorenzetti, de Tubarão e Neivo Alves de Faria de Imbituba. Como encaminhamento do encontro ficou definido que o Banco do Brasil financiará alguns projetos-pilotos na região. 

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